quarta-feira, 19 de novembro de 2008

FIB mais um método de demonstração.


O Butão, um país isolado pequeno, bem na base das montanhas do Himalaia, tem recentemente sido motivo de atenção por parte dos governos mundiais por causa da sua maneira de calcular o crescimento do país, ao invés de usar o PIB ( Produto Interno Bruto), o rei Jigme Singye Wangchuck criou o FIB ( Felicidade Interna Bruta). Por décadas o PIB foi usado, como índice de progresso, pois resulta na soma e todas as riquezas nacionais de um país, muitas pessoas criticam o uso do PIB para mostrar desenvolvimento de um país, mas recentemente em uma Conferencia da Comissão Européia em Bruxelas, foi apresentado para o mundo o uso do FIB, para mostras o desenvolvimento de um país.

O índice de felicidade bruta, se divide em 9 categorias, que são usadas para analisar a “satisfação” dos cidadãos, estas são: padrão de vida, saúde, educação, resiliência ecológica, bem-estar psicológico, diversidade cultural, uso equilibrado do tempo, boa governança e vitalidade comunitária.

Mas ai fica uma duvida, sendo a felicidade um sentimento individual, como um governo pode estabelecer padrões para classificar o nível de felicidade. Se prestarmos bastante atenção nas categorias que fundamentam o FIB, percebemos a falta de uma palavra que é à base de todas as constituições e relações de países do mundo, a LIBERDADE. Será mesmo que um governo realmente pode criar um índice para dizer se você está feliz ou não? Esse índice realmente consegue abranger todas as “felicidades existentes”, como um país que não permite nem que seus cidadãos vistam o que querem pode criar um índice que pretende prepotente mente mudar a visão de como o mundo deve calcular suas riquezas.

O Centro de Estudos do Butão, organização ligada ao governo e responsável pela criação desses indicadores, usa estudos internacionais sobre bem-estar de populações como base. Parte dos indicadores vem de iniciativas como a do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da ONU. "O que o centro faz é adaptar índices para medir a felicidade geral que já existem em outros países, como Canadá e Reino Unido, para a realidade do Butão" diz o historiador Mark Mancall, da Universidade Stanford, que todo ano passa alguns meses trabalhando junto ao governo do reino himalaio. Se o centro pega os índices que já existem manipulam eles para a realidade do país, como eles podem medir uma coisa contra esse país? sendo um país que não permite que seus trabalhadores criem sindicatos, não permite que jovens tenham acesso ao mundo do lado de fora, sem que esse seja previamente verificado por uma comissão, um país onde não é permitido ter a liberdade de escolha de sua própria religião, e quem escolher outra religião é educadamente proposto a vender sua terra e a se mudar para outro lugar, lugar esse que muitos butaneses estão é a região dos campos de refugiados da ONU localizada no Nepal. Fico me perguntando como um rei quer estabelecer critérios de felicidade se não permite que seus cidadãos fujam dos costumes locais, e o que aconteceria, por exemplo, se 30% da população de Butão, declarasse nas pesquisas que não queriam mais usar roupas tradicionais budistas? O país os expulsaria?

A meu ver comissões européias não deviam dar tanto glamour para índices que se baseiam em ditaduras camufladas, pelo simples fato de que temos que ter um mundo sustentável, podemos ter um mundo sustentável sem agredir os direitos humanos e principalmente sem acabar com o livre arbítrio das pessoas, o que Butão realmente precisa não é criar um índice novo para dizer que seu país é um mar de rosas, o que Butão realmente precisa em minha opinião é acordar e ver que sua população está crescendo e necessitando de informação, de se relacionar com o mundo fora do país, não digo para perder seus costumes e culturas tradicionais, mas para simplesmente deixar a população escolher o que fazer com suas vidas e cada uma buscar sua felicidade sem a interferência de índices e tabelas e gráficos estipulados pelo governo, que não tem outra finalidade a não se a de mostrar para o mundo o quão bom seu país é.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Eu ambiental

O espaço ao nossa volta, está totalmente ligado a nossa vida, seja o ambiente no seu modo natural como florestas, planícies, montanhas, rios e mares, ou como ambiente construído como casas, prédios, ruas, e avenidas. A vida humana como qualquer outra forma de vida na terra, depende estritamente do meio ambiente, desde seu nascimento até sua morte.O grande problema no mundo de hoje é que a humanidade se esqueceu que depende da natureza para sobreviver, e esqueceu também que a natureza não precisa dos humanos para sobreviver, logo nós estamos nos destruindo.
Existem muitos projetos para salvar a natureza e permitir que a humanidade continue existindo, mas o que realmente pode causar uma grande impacto na sociedade atual, em minha opinião é a educação ambiental. Um dos princípios básicos de todas as sociedades que existem no mundo e ou ja existiram, é a educação para os cidadãos, com o objetivo desde passar adiante a cultura do país com semear novas idéias, por isso a educação ambiental não deve ser mais encarada como educação informal, e sim como educação formal ensinada nas escolas como matéria básica.
São raras as pessoas que hoje possuem uma visão ecológica, mas mesmo assim não são tão ambientalmente responsáveis, um bom exemplo disso sou eu, não sou uma pessoa 100% ambiental ou " verdinha" como dizem hoje, mas tenho uma preocupação com o ambiente, me dedico a atividades ambientais, mas alguns hábitos poderiam ser diferentes se eu tivesse uma educação desde criança para preservar o meio ambiente, seria um consumidor mais responsável, e não um materialista, aos poucos vou me modificando, mas não quero que as pessoas se mudem com 20 anos de idade, elas precisam ser sempre ambientalmente corretas.
Usando-me como exemplo, baseio minhas crenças que a educação ambiental é o principal alicerce ara atingirmos nossos objetivos de consumidores conscientes, de desenvolvimento sustentavel, e de um planeta com vida humana de maneira sustentável.

Autor: Diego Borges.