quinta-feira, 20 de maio de 2010
também não o quero mas nem por isso não me preocupo.
Vivo uma vida contrária a que sonho
ela me castiga com um ritmo de coração que bate torto.
Os castelos não existem, não existe ninguém por quem viver ou morrer
Não existem grandes jornadas, não existe código de honra.
Existem coisas comuns, coisas cinzas que nos fazem sofrer
O bem e o mal se misturam e fica difícil enxergar quem é quem
Nào há duelos ou grandes guerras, não morrerei como mártir pela pátria ou pelo amor
morrerei sozinho em uma morte simples, sofrida para mim mas para muitos talvez nem lembrada
Não existem grandes romances, não há por quem lutar e definitivamente não há por quem morrer
E ainda assim procuro um rosto a quem culpar mesmo sabendo que a culpa é minha por querer acreditar...na beleza dos meus sonhos
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Eu viro pro lado
A ingrata diz que me ama
Eu sei mas quero estar enganado
Ela me abraça e me esgana
Eu não sei da onde vem
Mas sei que não vem sozinha
Traz uma tristeza que vai além
E ultrapassa qualquer motivo que eu já não tinha
Motivos que provavelmente ninguém tem
Ela canta
Ela dança
Sussurra no meu ouvido
Me instiga
Me castiga
Faz de mim meu pior inimigo
Dói e não tem jeito
É triste e não tem remédio
O desespero anda comigo
E só ele não me deixar pular do prédio
Por que ela vem? Por que ela fica?
Tem motivo pra essa tristeza e dor boba que de mãos dadas me cercam?
Não tem e nem vai ter
é só pro dia passar
é só pra esperar o amanhecer"
Desse aqui eu sou autor, tava esquecido na gaveta...vendo agora eu acho que em algum momento no meio do caminho perdi as palavras já que se pá não escrevo mais assim...
domingo, 16 de maio de 2010
Fingidor, finge na hora rir, finge fingir que não sabe fingir
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente. "
Um verso não tão simples assim de se entender de Fernando Pessoa, porém prático e contido tão incisivamente na vida de todos nós que é como se todos fossemos poetas. Verso contido no dia-a-dia do seu João que não fala pra filha que está doente e vai morrer, verso da dona Maria que não consegue dizer pro marido que não o ama mais e está indo embora verso contido sempre na que se dissimula, mente e finge.
A verdade é tão venenosa assim? Esta ela tão perdida que não consegue mais voltar pra casa, para os nossos corações, para esse mundo?
Não a verdade é simples, ela é comum, ela é sem graça e não tem mais valor. Ela nunca deixou a casa, ela nunca saiu dos nossos corações e ela ainda é o coração do mundo batendo tortuosamente e carregando esse peso todo que não liga muito pra ela não.
Porque ela foi esquecida? Porque a dor só dói em um, não existe tal coisa como sentir ou tomar as dores de outra pessoa e você só pode compartilhar da raiva e da frustração de outra pessoa mas nunca a dor. A dor é como um sonho ela só é conhecida realmente e possui sentido ao coração. Logo é fácil de ver porque a verdade foi esquecida: Porque a verdade dói.
Agora o que é realmente dificil de entender é porque em algum momento de toda essa loucura alguém determinou que as mentiras não doem. Uma mentira não se reserva as palavras, ela não esconde olhares, ela não foge do óbvio...ela tá lá parada esperando pra ser revelada. É dificil não se sentir bobo quando você enxerga ela pelo que ela é, e ninguém gosta de se sentir bobo.;
Me resumo aqui com uma simples percepção minha dessa viagem de pensamentos,
Erraram! Sim erraram e feio, a verdade NÃO dói, não frustra ela não machuca! Não a verdade direta e clara.
O que dói, frustra e machuca é a verdade escondida atrás das mentiras, ela só te mata quando está por trás da máscara de uma fingida, de uma dissimuladinha ou uma mentirinha boba.
Talvez até porque isso irrite a dona verdade, ter que se passar por sua irmã ruim e só aparecer pra dar tchau no final.
Se me dói a beça ter de fingir de vez em quando, mesmo prezando a dona verdade e rezando pra ela estar ao meu lado todo dia onde quer que eu vá, imagina para ela, a verdade, o quanto dói?
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Nomes
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
FIB mais um método de demonstração.
O Butão, um país isolado pequeno, bem na base das montanhas do Himalaia, tem recentemente sido motivo de atenção por parte dos governos mundiais por causa da sua maneira de calcular o crescimento do país, ao invés de usar o PIB ( Produto Interno Bruto), o rei Jigme Singye Wangchuck criou o FIB ( Felicidade Interna Bruta). Por décadas o PIB foi usado, como índice de progresso, pois resulta na soma e todas as riquezas nacionais de um país, muitas pessoas criticam o uso do PIB para mostrar desenvolvimento de um país, mas recentemente em uma Conferencia da Comissão Européia em Bruxelas, foi apresentado para o mundo o uso do FIB, para mostras o desenvolvimento de um país.
O índice de felicidade bruta, se divide em 9 categorias, que são usadas para analisar a “satisfação” dos cidadãos, estas são: padrão de vida, saúde, educação, resiliência ecológica, bem-estar psicológico, diversidade cultural, uso equilibrado do tempo, boa governança e vitalidade comunitária.
Mas ai fica uma duvida, sendo a felicidade um sentimento individual, como um governo pode estabelecer padrões para classificar o nível de felicidade. Se prestarmos bastante atenção nas categorias que fundamentam o FIB, percebemos a falta de uma palavra que é à base de todas as constituições e relações de países do mundo, a LIBERDADE. Será mesmo que um governo realmente pode criar um índice para dizer se você está feliz ou não? Esse índice realmente consegue abranger todas as “felicidades existentes”, como um país que não permite nem que seus cidadãos vistam o que querem pode criar um índice que pretende prepotente mente mudar a visão de como o mundo deve calcular suas riquezas.
O Centro de Estudos do Butão, organização ligada ao governo e responsável pela criação desses indicadores, usa estudos internacionais sobre bem-estar de populações como base. Parte dos indicadores vem de iniciativas como a do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da ONU. "O que o centro faz é adaptar índices para medir a felicidade geral que já existem em outros países, como Canadá e Reino Unido, para a realidade do Butão" diz o historiador Mark Mancall, da Universidade Stanford, que todo ano passa alguns meses trabalhando junto ao governo do reino himalaio. Se o centro pega os índices que já existem manipulam eles para a realidade do país, como eles podem medir uma coisa contra esse país? sendo um país que não permite que seus trabalhadores criem sindicatos, não permite que jovens tenham acesso ao mundo do lado de fora, sem que esse seja previamente verificado por uma comissão, um país onde não é permitido ter a liberdade de escolha de sua própria religião, e quem escolher outra religião é educadamente proposto a vender sua terra e a se mudar para outro lugar, lugar esse que muitos butaneses estão é a região dos campos de refugiados da ONU localizada no Nepal. Fico me perguntando como um rei quer estabelecer critérios de felicidade se não permite que seus cidadãos fujam dos costumes locais, e o que aconteceria, por exemplo, se 30% da população de Butão, declarasse nas pesquisas que não queriam mais usar roupas tradicionais budistas? O país os expulsaria?
A meu ver comissões européias não deviam dar tanto glamour para índices que se baseiam em ditaduras camufladas, pelo simples fato de que temos que ter um mundo sustentável, podemos ter um mundo sustentável sem agredir os direitos humanos e principalmente sem acabar com o livre arbítrio das pessoas, o que Butão realmente precisa não é criar um índice novo para dizer que seu país é um mar de rosas, o que Butão realmente precisa em minha opinião é acordar e ver que sua população está crescendo e necessitando de informação, de se relacionar com o mundo fora do país, não digo para perder seus costumes e culturas tradicionais, mas para simplesmente deixar a população escolher o que fazer com suas vidas e cada uma buscar sua felicidade sem a interferência de índices e tabelas e gráficos estipulados pelo governo, que não tem outra finalidade a não se a de mostrar para o mundo o quão bom seu país é.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Eu ambiental
Existem muitos projetos para salvar a natureza e permitir que a humanidade continue existindo, mas o que realmente pode causar uma grande impacto na sociedade atual, em minha opinião é a educação ambiental. Um dos princípios básicos de todas as sociedades que existem no mundo e ou ja existiram, é a educação para os cidadãos, com o objetivo desde passar adiante a cultura do país com semear novas idéias, por isso a educação ambiental não deve ser mais encarada como educação informal, e sim como educação formal ensinada nas escolas como matéria básica.
São raras as pessoas que hoje possuem uma visão ecológica, mas mesmo assim não são tão ambientalmente responsáveis, um bom exemplo disso sou eu, não sou uma pessoa 100% ambiental ou " verdinha" como dizem hoje, mas tenho uma preocupação com o ambiente, me dedico a atividades ambientais, mas alguns hábitos poderiam ser diferentes se eu tivesse uma educação desde criança para preservar o meio ambiente, seria um consumidor mais responsável, e não um materialista, aos poucos vou me modificando, mas não quero que as pessoas se mudem com 20 anos de idade, elas precisam ser sempre ambientalmente corretas.
Usando-me como exemplo, baseio minhas crenças que a educação ambiental é o principal alicerce ara atingirmos nossos objetivos de consumidores conscientes, de desenvolvimento sustentavel, e de um planeta com vida humana de maneira sustentável.
Autor: Diego Borges.

