Vivo em um mundo que não me quer,
também não o quero mas nem por isso não me preocupo.
Vivo uma vida contrária a que sonho
ela me castiga com um ritmo de coração que bate torto.
Os castelos não existem, não existe ninguém por quem viver ou morrer
Não existem grandes jornadas, não existe código de honra.
Existem coisas comuns, coisas cinzas que nos fazem sofrer
O bem e o mal se misturam e fica difícil enxergar quem é quem
Nào há duelos ou grandes guerras, não morrerei como mártir pela pátria ou pelo amor
morrerei sozinho em uma morte simples, sofrida para mim mas para muitos talvez nem lembrada
Não existem grandes romances, não há por quem lutar e definitivamente não há por quem morrer
E ainda assim procuro um rosto a quem culpar mesmo sabendo que a culpa é minha por querer acreditar...na beleza dos meus sonhos
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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